BC está pilotando a politica monetária pensando em patamar contracionista, diz Galípolo

Presidente do Banco Central afirmou que os juros seguem em nível restritivo diante do crescimento da demanda acima da oferta. Gabriel Galípolo também destacou a importância da produtividade e demonstrou preocupação com o endividamento das famílias por meio do cartão de crédito
O Banco Central está conduzindo a política monetária pensando em um patamar contracionista, considerando que o Brasil vive um momento de pleno emprego e crescimento da demanda acima da oferta, afirmou nesta segunda-feira (17) o presidente do BC, Gabriel Galípolo.
"Quando você olha para a política monetária, é óbvio que o mandato é equilibrar a oferta e a demanda, e é por isso que os juros estão em patamar restritivo", disse, mencionando que o ciclo atual de política monetária está mais relacionado a questões internas.
As declarações foram feitas durante a 27ª Conferência Anual Santander, nesta segunda-feira (17).
O presidente do BC ressaltou que o país apresenta, há anos, um crescimento puxado pelo consumo, a partir do aumento da renda acima da produtividade e da expansão do crédito.
Galípolo também mencionou que a produtividade será determinante para um ciclo sustentável de crescimento.
Preocupação com o uso do cartão de crédito
O cartão de crédito, visto como disponibilidade de renda, é uma preocupação para o Banco Central, pois cria um efeito de bola de neve, com taxas de juros elevadas, o que gera um comprometimento crescente e exponencial da renda, afirmou Galípolo.
"É uma preocupação especial, independentemente do momento do ciclo econômico", disse.
Para o presidente do BC, o crédito no Brasil teve a particularidade de ter sido impulsionado por uma maior inclusão financeira da população no pós-pandemia, com o brasileiro entrando diretamente em linhas de crédito emergencial.

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Estadao Conteudo | 13:30 - 17/08/2026Fonte: Estadao Conteudo
