Edição diária
Irã

Líder supremo do Irã estaria "em estado extremamente crítico"

Por Notícias ao Minuto Brasil04:30
Líder supremo do Irã estaria "em estado extremamente crítico"

O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, estaria "em estado extremamente crítico" e "poderá morrer a qualquer momento", revelaram fontes próximas do governo iraniano. Khamenei foi nomeado líder supremo em março e, desde então, nunca apareceu em público.

Publicidade 300x250

O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, está “em estado extremamente crítico” e pode morrer a qualquer momento, revelaram fontes próximas ao governo iraniano.

 

Mojtaba Khamenei, vale lembrar, não é visto desde o ataque dos Estados Unidos ao complexo do líder supremo e o assassinato de seu pai, o ex-líder do Irã Ali Khamenei, e de outros membros da família, em 28 de fevereiro.

De acordo com o IranWire, que cita duas fontes próximas ao governo do presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, circulam rumores “nos mais altos escalões do regime” de que Mojtaba Khamenei se encontra “em estado extremamente crítico” e que “pode morrer a qualquer momento”.

Uma fonte próxima ao gabinete de Pezeshkian, que afirmou que nenhum membro do governo se reuniu com o líder supremo até o momento, considerou que o estado de saúde de Khamenei é “instável”.

“Não nos surpreenderia se em breve recebêssemos notícias de seu martírio”, afirmou.

Desde que assumiu a liderança do Irã, Mojtaba Khamenei não apareceu em público e tem se comunicado desde sua nomeação apenas por meio de declarações atribuídas a ele.

A ausência no funeral do pai, em julho, também levantou questionamentos sobre sua saúde e até sobre um possível assassinato.

Vale lembrar que o presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, revelou na última quinta-feira que a comunicação com o líder supremo Mojtaba Khamenei está “muito difícil no momento”.

“A comunicação com ele está muito difícil no momento, mas sua presença é, sem dúvida, um grande trunfo para nós, permitindo que continuemos”, destacou Pezeshkian em um discurso transmitido pela televisão, referindo-se ao filho e sucessor de Ali Khamenei.

Mojtaba Khamenei foi escolhido para suceder seu pai, Ali Khamenei, como líder supremo do Irã em março.

Irã e Estados Unidos assinaram um memorando de entendimento em 17 de junho, com mediação do Paquistão e do Catar, para pôr fim à guerra, mas as hostilidades foram retomadas no início de julho. A situação levou Teerã a fechar o estratégico Estreito de Ormuz e Washington a restabelecer o bloqueio naval na costa iraniana.

Quem é Mojtaba Khamenei?

Nascido em Mashhad, 10 anos antes da Revolução Islâmica (1979), Mojtaba Khamenei já era considerado um forte candidato ao mais alto cargo de poder do regime xiita conservador de Teerã, apesar de nunca ter ocupado funções no governo. Ele é descrito como um especialista nos bastidores do poder.

Khamenei participou da Guerra Irã-Iraque, na década de 1980, integrado ao batalhão Habib ibn Mazahir, uma divisão da Guarda Revolucionária da qual muitos membros posteriormente passaram a ocupar funções nos serviços secretos e de inteligência.

Com a ascensão de seu pai, Khamenei, ao cargo de líder supremo, em 1989, Mojtaba e sua família passaram a ter acesso a bilhões de dólares, além de outros ativos e fundos administrados por empresas e indústrias estatais do Irã.

Documentos diplomáticos americanos publicados pela organização WikiLeaks descrevem o agora eleito “aiatolá” como “o poder por trás da cortina”. Segundo os documentos, ele teria colocado o telefone do pai sob escuta e formado uma base autônoma de apoio nos corredores do poder do país.

Khamenei “é amplamente visto dentro do regime como um líder e gestor capaz e enérgico que poderá um dia suceder a, pelo menos, uma parte da liderança nacional” e “seu pai [Ali Khamenei] também pode vê-lo dessa forma”, dizia um dos telegramas americanos, datado de 2008.

Leia Também: Brasil pode ser mediador na Guerra da Ucrânia, diz chanceler da Suécia

Fonte: nmpt

Publicidade 728x90

Leia também

Newsletter

O resumo do dia, direto na sua caixa de entrada.

Receba todas as manhãs uma seleção verificada das notícias mais relevantes de política, economia, Brasil e mundo. Sem ruído, sem sensacionalismo.

Uma edição por dia · Cancelamento num clique

Tratamos apenas o seu e-mail, com base no seu consentimento (art. 7.º, I, da LGPD). Pode retirar o consentimento a qualquer momento no link de cancelamento de cada edição ou pela página Fale Conosco, bem como solicitar acesso, correção ou eliminação dos seus dados.